terça-feira, 5 de setembro de 2017

Tempo: o melhor exterminador de vermes.

Tenho percebido que ultimamente minha paciência anda perto de zero. ZERO. Não acredito nas historinhas “o que essa pessoa te acrescenta?”, “pra que você precisa dessa pessoa?”, “o que você ganha sendo amigo de fulano?”. Penso que nossos amigos realmente estão além do material. Existe, entre as pessoas que se gostam, algo imaterial que proporciona o prazer de estar juntos. Não precisa dar presentinhos, não precisa fazer favores, não precisa tecer elogios a todo momento. Basta estar ali, basta ter identificação na essência do que se é. Não importa o time que torce, o gosto musical, o estilo de se vestir. A essência importa, isso sim, muito. Amigos são escolha. Trata-se de mais uma relação bilateral na qual companheirismo e compreensão são essenciais.
Tenho notado, no entanto, que talvez nos aproximemos de pessoas que não tem absolutamente NADA de parecido com nossa essência. Nos aproximamos de pessoas seja por questões profissionais ou através de outros amigos e abrir a intimidade para essas pessoas pode ser muito perigoso. Esses seres sabem se passar por ótimas pessoas, são ótimos manipuladores que querem você só para eles e isso vira realmente uma relação parasita-hospedeiro.
                Na minha última experiência (sim, caí em mais de uma), o parasita graças ao bom Deus se mudou de cidade e isso ajudou a fase de “desmame”. No entanto, percebo que que esse parasita ainda aproveita qualquer brecha (por meio das redes sociais, inclusive) para dizer “nossa, como você era bonita naquela época” ou “ah, você não é totalmente burra”. Alguém que tem coragem de ofender a quem chamava de “amigo” por pura vaidade mostra que é capaz de qualquer coisa para ver o outro por baixo.
Fico me perguntando qual é o objetivo dessa pessoa ao emitir frases com o intuito de irritar ou ofender. Além de fingir que não entendo, acredito que esses ataques sejam uma forma desesperada de causar alguma reação, de atingir, de fazer sentido ou ter relevância para alguém, no caso eu, que não quer NENHUM TIPO DE CONTATO. Bom, talvez o objetivo tenha sido alcançado, afinal, cá estou escrevendo um texto sobre isso.

Continuo não querendo ter nenhum contato, porém permito que isso ocorra porque não é inteligente querer concorrer com gente que ocupa parte do seu tempo pensando em coisas para dizer com a finalidade de diminuir o outro (sobretudo se fazem parte do meio profissional). É um jogo muito difícil de jogar para mim porque envolve respirar fundo para não mandar à merda e minha paciência anda cada vez menor. A palavra-chave talvez seja “lidar”. A vontade é dizer “Eu sei o que você está fazendo, mas estou com preguiça de brigar, então, poupe-nos”. Claro que isso geraria uma vitimização imediata e, portanto, concluo que não vale o desgaste e um possível filme torrado em todos os meios em comum. Melhor deixar o tempo e as pessoas se encarregarem de perceber o parasita que as rodeia e boa sorte a todos na fase de desmame. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Só isso?


                É triste admitir, mas cada dia mais creio que nos apaixonamos pela pessoa que criamos na nossa cabeça. Talvez por inocência, talvez por esperança e um resquício de amor romântico que insiste em permear nossos pensamentos levando-nos a imaginar “a pessoa ideal”. Tão frustrante é ver que “aquele cara” na verdade é “só isso? ”. Que classe de arrogância se apodera de nossos pensamentos para chegar a essa conclusão? Será mesmo arrogância ou amor próprio?
                Ok, a “metade da laranja” sempre me pareceu algo terrível. Sério. Me aterrorizou desde sempre pensar que dependo de alguém para ser completa. No entanto, a ideia de ter um companheiro para compartilhar as coisas boas da vida sempre me agradou. Claro, isso como eu disse, é uma ideia. Na vida real, a experiência mais próxima que tive disso foi alguém querendo dividir as coisas boas. Percebi aí a diferença entre dividir e compartilhar. Foi difícil primeiramente admitir isso, depois fazer algo sobre isso e mais tarde perceber que esse aprendizado se deu por meio de muito tempo de vida, lágrimas e um julgamento bem duro da sociedade (afinal, terminar um relacionamento perto dos 30, para uma mulher, é quase um suicídio social).
                Apesar da descrença ser cada vez mais presente, às vezes, bem às vezes mesmo, aparece alguém que assopra aquela brasinha no nosso coração e levantam-se labaredas: “Uau! Alguém para compartilhar! Alguém que eu posso fazer feliz e que pode me fazer feliz também! ”. Aí passado um tempo (cada vez mais curto), olhamos para essa pessoa, pensamos: “Anh? Esse é o fulano?”. O que vem a seguir já é sabido: decepção. E cada vez se fazem verdadeiros os versos “lágrimas por ninguém, só porque é triste o fim. Outro amor se acabou.” E dizemos “ADEUS”.
                Joseph Campbell, em “O poder do mito” diz “Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos.” Talvez o problema seja a nossa concepção sobre o “enlevo de estar vivos”, essa sensação que muitas vezes buscamos nos outros e, na verdade, devamos em cada momento, momentinho da nosso vida, nas pequenas realizações.
                E quando o pessimismo vier dizendo “outra vez na pista, outra vez os sonhos despedaçados e apenas a alegria de ter percebido logo”, devemos pensar que todos somos resultados de nossas experiências e, certamente, ficamos mais “sóbrios” quando se trata de relacionamentos. A embriaguez do encantamento amoroso fica cada vez mais curta e a vida vai ficando bem mais sem graça, sem tanto sabor, sem tanta magia. E isso é necessariamente ruim? Afinal, já passou do tempo de achar que a abóbora vai virar uma carruagem, né?
Ver as coisas sem romantizá-las nos trará certamente uma vida emocional e mental mais saudável. Veremos a graça, o sabor e a magia em outros aspectos. É quase como adaptar o paladar: aprendemos a deixar de lado aquela coxinha, nhoque ou pizza cheia de queijo por uma salada com filé grelhado.Sai a gordura, entram os nutrientes. E como em uma reeducação (alimentar ou não), vemos o resultado a médio e longo prazo. A morte do amor romântico é o nascimento da maturidade emocional. Nesse sentido, sai a fantasia e entra o entendimento de viver intensamente cada momento pensando que o outro é na verdade o sortudo da vez. Se ele será o sortudo para toda a vida, bem, essa é outra história. 




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Da série: Simpatias para casar

Simpatia nº1:


Essa simpatia é muito simples. Pode ser feita em qualquer dia da semana. Você precisará de:

- Um vaso de barro virgem (nunca usado);
- Uma muda de uma planta qualquer;
- Pedrisco, areia e terra;
- Algum livro do Olavo de Carvalho;
- Facebook;
- Cinismo a gosto. 

No vaso de barro virgem (leia-se "nunca usado", sim, porque o que não é virgem é usado, obsoleto e tudo que parece virginal é mais legal, tá?) coloque uma camada de pedriscos, uma camada de areia, um pouco de terra e a muda (preferencialmente de uma flor). Acomode a mudinha complete com terra até cobrir totalmente a base. Posicione o vaso em um local fresco e arejado. Pegue o livro do Olavinho, poste uma foto no facebook do lado do vasinho na qual parece que você está totalmente imersa e maravilhada com a sabedoria desse autor.  Aguarde alguns dias. Você certamente terá likes dos homens de bem, defensores da família que querem uma mulher para casar. Pronto! Agora é só escolher quem será "O cara". 

Ah! Faltou falar do cinismo: miga, o cinismo infelizmente você terá que usar todos os dias. Até o fim da sua vida. Mas qual o problema? Você logo estará casada (!) e então usar o cinismo se tornará algo natural e cotidiano. 

P.S.1: Se você já tiver um vaso de flores em casa, não precisa plantar nada. Apenas posicione-se ao lado, fotografe e poste. 
P.S.2: Se você não tiver um vaso de planta, não precisa. Apenas poste a foto com o livro na mão. 
P.S.3: Cubra qualquer tatuagem que tiver e nada de carão de mulher fatal ou essa simpatia NÃO terá eficácia.

Essa foi a dica de hoje. 
Em breve, mais simpatias ser uma mulher realizada!


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Meu pedido de fast food delivery

Eis que dois amigos em torno dos 30 anos se encontram no inbox do facebook. Ele vive reclamando da solidão (mas nunca está sozinho, sempre tem uns casos tórridos com meninas bem mais jovens e bem bonitas - desconfio que seu critério baseia-se totalmente ao tipo "modelete" ou aspirantes). Ela, saindo de uma relação complicada, quase nunca comenta sobre seus desejos, até porque ela gosta de um pouco de solidão (ou paz?) depois de alguns acontecimentos na sua vida. Na ocasião narrada, porém, algo muito diferente aconteceu: "HEY, AMIGO, PRECISO DE SEXO, ME AJUDA?" certamente ambos riram e o moço ficou assustado. Alguns resquícios de machismo somado a um pedido inusitado. Na verdade, mesmo que não houvesse machismo, tanta franqueza assusta... "Nunca ninguém foi tão direto" disse ele. Até mesmo ela estava surpresa com tamanha naturalidade com que disse aquilo, apesar de ser alguém bem transparente. Depois de um pouco de conversa, ela selecionou rapidamente (rapidamente mesmo!) o perfil de um dos amigos dele no facebook (alguém interessante, que usa óculos, aparentemente idealista e músico) e ficou combinado de que todos se encontrariam "ao acaso". Fim de conversa. Hora da janta para ele, hora da academia para ela. Fácil, né?

Mas e se o amigo não se interessar? Ora, é claro que ele vai se interessar. A moça deixou bem claro do que precisava ao procurar ajuda. E convenhamos, quem hoje dispensa sexo casual? Uma tentativa desesperada de contato (des)humano bem ao estilo fast food delivery. Não faz mal pra ninguém. 

Eu só gostaria de avisar pra ela que talvez ela tenha sido mais covarde que ele. Ele fala que quer namorar, ele admite que está cansado dos fast food e quer uma comidinha caseira, com um tempero único e não algo que vem numa caixinha com peso e altura milimetricamente desenvolvido para saciedade imediata.

Aliás, quem quer viver de algo que sacia, mas não alimenta, ou ainda que alimenta, mas não nutre? Talvez ela esteja arrependida da abordagem franca, até porque nem foi tão franca assim. Talvez ela devesse ter tido a CORAGEM de dizer para seu amigo: "HEY, AMIGO, EU GOSTARIA DE CONHECER ALGUÉM REALMENTE LEGAL, QUE TENHA POTENCIAL PARA UM POSSÍVEL RELACIONAMENTO. VOCÊ PODE ME AJUDAR COM ISSO?" Seria tão mais fácil e sincero. Infelizmente, naquela hora parecia (e obviamente era) fraqueza e carência. Ela esquece que às vezes pode ter fraquezas e que estar carente acontece de quando em quando com as pessoas. 

Sabe o que ela quer de verdade? Não é algo pré-moldado que vem em caixinhas bonitinhas e pode ser encontrado em várias partes da cidade e do mundo... ela quer aquele pratão de comida caseira em que todos os ingredientes são misturados com o garfo e resultam em algo saborosíssimo e só encontrado quando adentramos a casa de alguém. Desculpe te informar, garota, mas ir vivendo de fast food parece ser tão pobre e tão distante do você realmente quer. Ainda que não esteja pronta para um relacionamento sério, seria muito positivo se alguém tocasse o seu coração e não apenas a sua pele. Estaria tudo bem se ela não fosse uma pata manca que se sente pouco a vontade em pensar egoisticamente que vai usar alguém. Isso deveria acontecer naturalmente na lenta orgia que é a vida*, mas a ideia de gente descartável (incluindo ela mesma) a desconcerta. Ela quer saborear, não apenas comer. E saborear envolve muito mais do que saciedade, é a soma de circunstâncias: o lugar onde se come, a temperatura do dia, o tipo de talher, algo natural e sem pressa. 


Encher a pança não é que está em jogo, mas sim o ato de saborear aquele alimento tão singular. E o que faz de um alimento singular é a maneira como ingerimos. Podemos estar diante de um prato muito elaborado e comer como um Neandertal, ora pois. Sem apreciar, sem olhar direito, apenas engolir sem mastigar direito...


Agora que ela entendeu isso e está relativamente envergonhada, acho que ela deveria ir falar com o amigo dela. NESSE MOMENTO!!!

P.S.: E o amigo do amigo? Ele continua sendo interessantíssimo à primeira vista. Espero que ela possa começar com uma degustação e saboreie lentamente. Espero que ela não se comporte como uma Neardental, uma selvagem com atos primitivos, incansável (afinal, haverá um momento para isso e será muito bem vindo se ele também se comportar assim).


* "la vida es una orgía lenta" palavras de Kevin Johansen. Confira em:







segunda-feira, 9 de março de 2015

Circo do Sarcasmo apresenta: BASTA!

- Alô?
- Oii...
- Alô, quem fala?
- Sou eu, safada. 
- Desculpe, deve haver algum engano.
- Não, não... você me pediu pra te ligar, ué?
- Com quem você acha que está falando?
- Com a SAFADA CAM, você não pediu pra eu te ligar agora no chat?
 - Não... (começo a chorar)
- Olha, então tem alguém te zuando, passando seu telefone por aí... se passando por você, pediu pra ligar a cam, eu liguei, aí me passou seu número. (Enquanto o moço explicava isso, outro número desconhecido ligava no celular).
- Não, não fui eu. Mas até desconfio do que esteja acontecendo. (E o número desconhecido ligando de novo).
- Que que foi? Você sabe quem está fazendo isso?
- Imagino que sim (Nesse momento, o telefone de casa toca. No identificador, um número bem conhecido meu...)


E assim o pesadelo da minha noite do Dia Internacional da Mulher começou.

MEDO E VERGONHA
eram os sentimentos que me dominavam.
Conversei um pouco mais com o homem do outro lado da linha que acabou se desculpando. O outro número enviou uma mensagem com um "oi, tudo bem?"

Eu estava atônita. Totalmente imobilizada. Corpo paralisado enquanto o cérebro fervia. O número conhecido chamava de novo. Atendi. 

- Oi, tudo bem?
- ********o, você anda passando meu número por aí? Em chats da internet? Como você pôde fazer isso?
- Viu, ******a, é por isso que a gente não dá certo. Você é louca, neurótica. Eu te amo, mas você é louca.
- Já sei que você fez isso! Um dos caras me mandou um print (blefei)
- Ah, eu fiquei com raiva de você, eu tentei falar com você o dia todo, mas você não quer falar comigos... 
- Seu FILHO DA PUTA! O que você acha que está fazendo? IMBECIL!!!
- Ah, para de escândalo, daqui a pouco esses caras param de te ligar. Posso ir aí te ver?
- NÃO! CLARO QUE NÃO!!! VOCÊ NÃO TEM NOÇÃO DO QUE FAZ? Esse é meu número de whats! As pessoas vão ver minha foto!
- Tira a foto do whats, ué. Troca de número, sei lá. Aliás quem que é esse seu amiguinho que te mandou um print?
- Não tenho condições de falar com você. Boa noite. Você é doente. 

Desliguei o telefone e continuei atônita. Tirei o telefone fixo da tomada. 
Fiquei alguns minutos pensando o que farei amanhã: trocar o chip. SÓ QUE NÃO!!!

NÃO VOU TROCAR O CHIP!!! NÃO VOU!!! 
ISSO É VIOLÊNCIA E EU NÃO VOU ME SUBMETER!!! 


Não consegui dormir. Recebi vários e-mails dizendo com prints da minha página e da página de um amigo na qual estou marcada em uma publicação do facebook com dizeres sem sentido algum (prova de que de alguma maneira ele está vigiando meus amigos e minha página).

Diante disso, as devidas providências serão tomadas. Eu sinto muito mesmo, sobretudo pela família maravilhosa dessa pessoa, que sempre me acolheu tão bem e nem faz ideia da perversidade da pessoa em questão. 

Sabe, às vezes a gente se apega a algo coisa que nos deixa tristes por pensar que, por um lado, foi uma das poucas coisas que nos fizeram realmente felizes. Porém, agora, essas coisas não trazem NADA DE BOM.



Eu sinto muito por isso. Eu tenho a impressão de estar dando um passo sem volta para um caminho obscuro, de entrar em algo muito mais perigoso, uma esfera muito mais séria. Muitos medos me rodeiam. Eu gostaria que tudo isso não estivesse acontecendo, mas já foi longe de mais. Em todo caso, eu seria hipócrita se não o fizesse. E sinceramente, chega me trair. Realizar essa ação é ser sincera comigo mesma e ninguém mais pode fazer isso por mim. 


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Da série: Releituras sarcásticas


Peço, antes de tudo, perdão a Mário de Sá Carneiro e seus leitores. Com licença...


"Perdi-me dentro de mim
Porque era labirinto
E, hoje, quando me vibro,
É com orgulho de mim."



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

El cazador ahora es la caza...

Bueno, esto le voy a poner en español porque creo que me expreso mejor... curioso como la lengua puede reflejar lo que sentimos...

Estoy tan perdida que no sé por dónde debo empezar... Hace como que una semana estuve en un restaurante y reencontré un ex aluno. Casi no lo reconozco... estaba tan cambiado, tan HOMBRE. (Llevaba gafas y eso me encanta) Salió de la mesa de sus amigos y me vino a saludar. Cambiamos el número de teléfono y por la noche, para mi sorpresa, asistió al concierto de mi amigo. Al salir, de golpe me dio un beso y después mantuvimos contacto vía facebook y wattsapp por unas dos semanas. Hoy, finalmente, he tenido coraje de aceptar una invitación suya para cenar... sí, porque el hombre de gafas es como que diez años menor y pienso que un hombre diez años menor solamente quiere follar, pero… ¿quién no quiere?
Ártemis, diosa de la caza (yo antiguamente)
El hombre de gafas es oficialmente un cazador... y yo siempre tan cazadora, hoy soy la caza. Tímida, dejándome seducir por un joven que me despierta una curiosidad y un miedo, un deseo y un cuidado... alguien que que sorprende por su osadía, insistencia y tranquilidad, porque al fín y al cabo, es muy dulce, quizás inocente... ¿Seré yo a robarle la inocencia? HUMMM, ¿será él de veras inocente? Sólo hay una manera de saberlo… pero vamos a volver a la cena… que fue muy tranquila, maravillosa en realidad, incluso, aunque tan menor, el hombre de gafas me la pagó (¡Un gesto poco usual, pero muy gentil!).
¿Muy tranquilo el cuento? Ahora viene la parte de la caza/cazador: entre muchos temas amenos, empezamos a hablar de la época en que yo le impartía clases de lengua portuguesa… y él me dijo: “una vez, me abrazaste y me dijiste que si yo fuera mayor, lo pasaríamos muy bien”

¡! ¡! ¡! ¡! ¡! ¡!

Nunca he sido de esa manera, pero...
         ¡Qué locura! ¿Cómo es posible que una profesora le diga eso a un adolescente? Si eso me pasara a mi hijo, ¡yo le procesaría a esa tía sin vergüenza! ¡Eso es asedio! !Y él siquiera llevaba gafas! (Sobretodo yo tenía un novio veinte años mayor en la época - que también había sido mi profesor).

         No obstante, más tarde, en casa, reflejando sobre el hecho (que pasó el dos mil cinco más o menos) me acordé de las miradas curiosas sobre la joven profesora (22 años) que venían principalmente de los chicos de la sala de clase (tenían 12 o 13 añitos). Este hombre de gafas, hoy tan valiente y guapo era uno de los tímidos que no me lanzaba estas miradas… y me acordé: ¡sí! Lo hice y lo hice más de una vez… no porque de veras pensaba en estar con él… ¡pero para ponerles a los otros celosos! No me daba cuenta de que en realidad les agudizaba la gana de conocer mejor a la profe.
         Desafortunadamente, las palabras tienen un poder inimaginable… y al que parece estas que le dije al hoy hombre de gafas nunca le salieron de la cabeza. No le causaron ningún trauma, sin embargo seguramente le trajeron algunos fetiches. ¡JAJAJAJA! Por eso no me voy a lastimar, todo lo contrario: voy a disfrutar… ¡Qué venga el hombre de gafas!
        











Da série: INSANIDADES

Pois é, galere, não poderei cumprir com o prometido de colocar os palhaços no picadeiro porque estou aterrorizada com algo que ouvi hoje ainda que em tom de brincadeira... aí vai:

"Vou jogar ácido na sua cara para te desfigurar, aí a gente vai ficar junto e você vai ver que eu te amo."

Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.
Medo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Redes sociais e relacionamento

Não dá para ficar colocando a culpa da falência dos relacionamentos nas redes sociais. Ficar monitorando ou sendo monitorado é um inferno. Ou se confia ou não se confia. 

Não há como controlar as ações das pessoas seja via cibernética, seja na vida real. No fundo, o que se faz no facebook, por exemplo é apenas um "recibo" das ações, sensações e vontades das pessoas. Quem está seguro em relação ao namoro ou casamento, não se preocupa com curtidas e/ou postagens dos parceiros.

Sem dúvida, as redes sociais contribuem para o agravamento de situações de ciúmes, sobretudo em uma época em que a oferta de informações e pessoas é enorme.

Até porque para tudo se dá um jeitinho,quem quer trair, vai trair e fim da história. A falta de caráter sempre existiu independentemente das redes sociais. 

Escolher com quem nos relacionaremos é a chave de tudo isso. Mesmo que essa escolha consista em ficar sozinho...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ex-piração

Era. 
Era sim e não.

Foi uma era.

Era o que foi
e não é mais.

Não é mais o que era. 

Ainda bem:
era mera merda.


Expiração

Até quando
a pele
apele
pela
palavra,
pela
pele,

pelos 
pelos,
pule.
Não ligue para o apelo da pele pelas palavras, pela pele, pelos pelos, pelo apego.

Pule

uma linha.
um dia
e uma noite.

Pule o apego
e
abrace
o
mundo.


domingo, 1 de junho de 2014

Estar no epicentro do terremoto

Certa vez estava eu em Santiago, na capital chilena, já era tarde da noite, no ano de 2011, lendo tranquilamente “De amor y de sombra” que havia acabado de aquirir. De repente, o casal de senhores, donos da casa na qual eu estava hospedada, me chamam, a mulher, dona Raquel abre abruptamente a porta do meu quarto e diz “Temblor! Temblor!”. Embaixo das cobertas, eu não me movia por comodismo e por surpresa. Estava quente ali e eu não havia percebido nada. “Bajo la puerta! Ven, rápido!” Mas eu não fui. Fiquei olhando para Dona Raquel e para o senhor Gómez embaixo dos batentes das portas do banheiro e do quarto do casal.
Nunca sei se o que virá será como o balanço de um berço
ou causará grandes danos...
Quando me dei conta, um frio percorreu minha espinha, mas quentinha que eu estava naquela enorme cama, não entendia o desespero do casal de senhores até que senti o tremor de terra. Naquela enorme cama eu não me movi. Segurava o livro quando percebi que tudo balançava e, incrivelmente, isso não me assustou. Senti como se estivesse em um berço, balançando... Durou poucos segundos aquele balanço, talvez menos de dez. Menos de dez segundo de “balanço no berço” levando-me a ter a minha primeira experiência com um tremor de terra. Dona Raquel me falou que o ideal é ficar embaixo do batente de alguma porta quando isso ocorrer, pois este que havia acabado de acontecer foi leve, mas nunca se sabe a intensidade, a duração e os danos que podem causar. Para mim, uma típica brasileira que vive na região sul, foi uma informação nova e inusitada. Aliás, no dia seguinte, no instituto no qual eu estava estudando, que era do outro lado da cidade, os canos de água se romperam e não se podia usar o banheiro. 
Acontece que esses dias eu me peguei com um cigarro na boca e o pensamento distante, bem distante, apoiada no batente da porta da minha sala. Quando me olhei, vi que estava em posição de me proteger de um terremoto. Nesse momento, a lembrança da experiência no Chile em 2011 veio muito clara na minha mente: eu estava me protegendo de um terremoto. Simples assim.
Grandes estragos
Comecei a perceber que o conteúdo que povoava meu pensamento levara meu corpo a ter um comportamento de proteção contra terreno movediço. Sim, era e é isso: estou em um terreno movediço e talvez essa circunstância seja a causa do meu estranhamento, desajeito, dúvida, tensão, desespero silencioso e constante no qual eu me encontro secretamente aos olhos do mundo. E digo “estou” e não “estava em um terreno movediço” porque tudo segue da mesma forma que há duas ou três semanas, quando me peguei em “posição de defesa”.
Acredito que o lugar que nascemos determina de alguma maneira quem somos, nossa visão de mundo e nesse sentido, até mesmo a negação desses fatores. Percebo que, para alguém que nasceu em uma terra muito firme, estar em uma terra que pode se deslocar, tremer, abrir-se sem aviso causa alguns sentimentos parentes da angústia e era por isso que eu estava ali, embaixo de um batente de porta, tentado me proteger desses tremores que podem ser como o balanço de um berço ou simplesmente avassaladores e que não dão aviso de sua chegada e sua duração. É neste terreno no qual me encontro agora e não sei como me comportar, não sei como enfrentar ou como mesmo fugir: eu estou tentando me proteger dos seus estragos.

Veio-me, então uma dúvida terrível: terei de viver para sempre me protegendo? Seria melhor fugir e buscar terras mais sólidas? O que me prende a esse terreno movediço? Tenho esperança de que seja apenas um “balançar de berço” e ficarei comodamente na minha cama, com meu livrinho nas mãos achando graça? E agora? Ficar e aprender a lidar com esse terreno movediço ou procurar terras seguras? Aliás, existem terras seguras quando estamos falando de relacionamentos? Creio que umas mais outras menos, porém posso assegurar que no momento, encontro-me justamente no epicentro do terremoto e minhas alternativas para sair disso não estão claras na minha mente (por enquanto).


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mulher: artigo para gaveta – SÓ QUE NÃO!

             

             Lendo sobre dicas de decoração, uma saída para esconder a bagunça de casa é guardar tudo em armários e gavetas. E lindo. Tudo arrumado. Observando como alguns homens tratam suas parceiras, acabo de me dar conta que muitos homens não tem coragem de assumi-las. Há casos e casos: seja pela aparência, classe social, cor, religião ou simplesmente pelo fato de que querem parecer solteiros, solteiríssimos paquitões da paróquia.

            Assumir essas mulheres causaria uma bagunça na tão boa vida desses homens. Eu gostaria de dizer que eles são uns covardes, mas vou me limitar a dizer que eles não valem o que deixam na latrina, até porque, meu foco não é falar deles e sim dessas mulheres que são engavetadas: ou porque gostam, ou porque acreditam em promessas ou pior, aquelas que nem sabem que estão engavetadas.
            Faz pouco tempo, pesquisando para escrever meu projeto de mestrado, deparei-me com um livro muito interessante “Mulher, artigo de cama e mesa”. Esse livro me foi muito útil, ainda que pouco eu tenha aproveitado dele para o corpo do texto como citação, porém ele trazia ideias sobre os papéis sociais de homens e mulheres construídos ao longo do tempo e quanto o patriarcado havia delimitado o território feminino em vários aspectos. O livro tem ilustrações muito divertidas e um texto bastante ácido, vale a pena ler. Hoje, no entanto, estou aqui para falar da mulher que é artigo de gaveta.

Sabe quando um homem só chama você durante a semana para sair ou te ver? Sabe quando ele nunca te leva para conhecer a família dele? (é, porque, só ele conhecer a sua família não quer dizer nada, aliás, ele pode estar engavetando a família toda). Ah, tem aquele das redes sociais, até curte as suas fotos e todas as outras, ou seja, “curto as fotos das minhas amigas”. E aquele, que faz uns programinhas bem secretos com você? Tipo, a última sessão de cinema, aqueles restaurantes nos quais jamais vão pessoas do círculo social dele? Ou melhor ainda: só vai à sua casa, nunca você vai a casa dele (independente de morar com amigos ou com a família).
Gurias, se vocês estão se vendo em alguma dessas situações: cuidado! É bem possível que você esteja sendo um artigo de gaveta. É, você é aquilo que deve ser escondido. E quando digo “aquilo” é porque quero mesmo dizer estão sendo objetos. Passei por isso faz pouco tempo e, sinceramente, a situação é angustiante. Já vi algumas mulheres que aceitaram, mas me parece tão degradante. Em um conversa com algumas amigas cheguei a ouvir “degradante é ficar sozinha”. PUTA QUE O PARIU!!!!!!!! Isso é o cúmulo da baixa autoestima: aceitar ser um objeto de gaveta. Querendo ou não, essa mensagem de autoestima lá no pé é captada pelos parceiros e isso gera um círculo vicioso no qual você vai sendo colocada mais e mais na gaveta.
A solução para isso depende do quanto amamos a nós mesmas. Sair da gaveta pode sim implicar em não mais ter a companhia de um homem. Mas será que a companhia de um homem que te esconde é realmente uma boa companhia? E os sumiços? São recorrentes? Será que viver como se fosse a outra, sempre na penumbra é bom? Onde isso acabará? Como isso acabará? Um belo dia você pode verificar por meio das redes sociais ou mesmo amigos em comum que a sua companhia tem uma namorada, ou melhor, tinha fazia tempo e você era a OUTRA. É bom estar atenta aos sinais...
Não por ser mulher, mas por ser tratada como uma pessoa, como ser humano, como  alguém que merece respeito e valor...  NINGUÉM deve ficar guardado na gaveta. O mundo merece o nosso brilho!!! O pior de tudo isso é que quando estamos com uma pessoa assim, normalmente nos fechamos para outras e deixamos de conhecer e viver momentos incríveis. E aí? Bora lá viver??? 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

BISCATE SIM! PILANTRA NÃO!


SIM!!! Pode biscatear à vontade!!!!!!!!!! Biscatear faz bem: ao ego, ao corpo, à pele... sair, dar um treps com quem quiser, na hora que quiser... Claro que pode! Em uma roda de amigas, discutíamos sobre essa questão... Chamamos de “biscate” aquela guria que se esfrega no seu namorado na sua frente... não contente, ela se esfrega em todos os meninos da roda na frente de suas respectivas namoradas e faz isso pelo puro prazer de deixar as namoradas para baixo, mostrar que tem mais poder de fogo (?) do que qualquer outra mulher naquele recinto. Ok. Isso é ser biscate? Uma mulher que faz isso merece essa alcunha? Na minha humilde opinião... NÃO! Isso não é ser biscate, isso é mostrar um falta de caráter monstruosa, uma carência, necessidade de atenção aguda, um egocentrismo que se alimenta de constrangimento e da tristeza alheia por meio de comportamentos ofensivos, desnecessários, patéticos e obviamente infantis.
            Voltando para a roda de conversa, o termo encontrado para melhor definir quem tem esse tipo de comportamento foi “pilantra”. Refletindo sobre o termo, percebi que a palavra “pilantra” não traz em si o gênero, saberemos dentro do contexto se estamos falando de UM PILANTRA ou de UMA PILANTRA. Mais ainda, fui verificar a etimologia da palavra e olha só que interessante: descobri que vem de Pelintra, uma palavra dos cultos africanos, usada na verdade para referir-se à entidade chamada de “Zé Pelintra” ou ainda “Zé Pilintra” o famoso MALANDRÃÃÃÃO. (vide: http://www.africanasraizes.com.br/pelintra.html).
            Independente da origem e/ou aplicação da palavra PILANTRA, a conclusão é que BISCATE é um termo sexista para designar a mulher que tem um comportamento sexual livre: liberto dos padrões sociais estabelecidos pelo patriarcado há séculos. A biscate não passa vontade por receio do que os outros pensarão, ela busca sua independência moral e sexual e muitas vezes nessa busca, seu comportamento é criticado até mesmo por outras mulheres, que preferem ser as “certinhas”. (Isso é assunto para outra postagem...) 
            Em todo caso, meninos e, principalmente, meninas, não usemos o termo “biscate” de maneira pejorativa, não odiemos as biscates, não usemos essa palavra para falar da falta de caráter, para falar daquela mocinha que fica fazendo raivinha para as namoradas achando que está ARRASANDO. Saibamos apenas que essas mocinhas precisam de ajuda psicológica (quiçá psiquiátrica) com urgência. Usemos o termo “biscate” para falar das mulheres que não se importam com o julgamento alheio, para as mulheres que pensam que sua vida sexual pode e deve estar desvinculada de seu profissionalismo, da sua capacidade intelectual... Não importa com quantos homens (ou mulheres) nos relacionemos sexualmente, importa não enganar, não mentir, não constranger, não ferir, não causa mal a outrem intencionalmente sobretudo por uma questão de ego. Isso é coisa de pilantra!!!


Biscates: tamo junto!!!!
           

            

terça-feira, 24 de setembro de 2013

¿Es posible huir? ¿Y aunque lo sea, lo querremos de veras? ¿Huiríamos?

Mirando este sencillo cómic de Liniers, me doy cuenta de cómo somos chicos delante de la fuerza de la naturaleza. Sin embargo, queda la duda... será natural lo que sentimos unos hacia los otros?

A veces estamos en la playa y todo está lindo, hay sol, hay pájaros, hay todo lo que necesitamos, pero insistimos en caminar hasta el borde... nos acercamos al mar, empezamos mojando los pies, hasta que llegamos más cerca, las olas ya alcanzan nuestras rodillas un día, al otro día, dejamos que se moje hasta las caderas y nos ponemos miedosos, pero sentimos CURIOSIDAD Y DESEO...  deseamos saber como será cuando las olas nos mojen más y más... así, adentramos al mar, hasta que nos mojemos la cintura, el pecho y los hombros... pero no estamos satisfechos, no, señores, no lo estamos... Y, en este momento, no podemos esperar al día siguiente para que el agua del mar nos moje el mentón, la nariz y hasta el pelo de toda la cabeza por unos segundos. 

¡Ah! ¡Qué rica es la sensación! El agua del mar ya nos ha mojado totalmente. ¿Por qué no nos damos por satisfechos y volvemos a la arena? ¡Ya! ¡Listo! "¡NO HAY PORQUE IR MÁS ALLÁ!" nos dice una voz interior que insistimos en ignorar, sofocar, callar. 


Entonces, llega el día en que el deseo es más fuerte que TODO - más fuerte que la intuición, que la prudencia, que el equilibrio, que la serenidad, incluso... la serenidad ya no existe - y llega el día en que por vergüenza de lo que pensarán los demás, o simplemente por un "cuidado inútil", tomamos el paraguas y marchamos rumbo al mar, las olas van y vuelven... las perseguimos, como detectives, ingenuamente como gatos que persiguen ratones débiles. Hasta que llegamos al cómic de Liniers: 

Para mí, el subtítulo más adecuado para este cómic sería: 
¿Y aunque sea, queremos que sea posible huir?
"Así es la vida: no hay casco, paraguas o equipo de seguridad que te pueda salvar de una ola de sentimientos...ahora hay que buscar un chaleco salvavidas... y nadar hasta la próxima playa, hasta la próxima ola".

Aunque sepamos que viene una ola inmensa ola, que nos puede ahogar, que probablemente nos arrastrará, ¿Por qué la buscamos? ¿Por qué no huimos? Bueno, el por qué no importa… al fin y al cabo yo tengo una profunda admiración por aquellos que van al encuentro de esta ola, sobretodo sabiendo de los riesgos… y les admiro a estos valientes no necesariamente por su coraje, sino por su ESPERANZA.

Suerte a todos nosotros que no desistimos. 
Las ganas de dejarse llevar por las olas es lo que nos mueve hacia el mar profundo y misterioso. 
Estas son las ganas de ser feliz al lado de alguien - que nos merezca, de lo contrario, QUEDEMOS EN LA ARENA, disfrutando todo lo bueno alrededor, porque SÍ, un día, las olas invadirán toda la playa... 
Y ya no tendremos miedo... 
Y ya no tendremos inseguridad... 
Y nos sentiremos muy bien... arrastrados por el mar, por una ola tierna e infinita.

Amém.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Siempre septiembre

Curioso... 

¿Será que la primavera favorece la creatividad? 

¿O será que simplemente, cuando llega septiembre la paciencia ya no alcanza? 

Siempre en septiembre 
Se siente ciento veinte 
Cosas diferentes 

¿Qué viene?
¿Quién viene?
¿A qué viene?
Y, si viene ¿se detiene?
¿O será una fiebre?
¿Qué se siente?
¿Qué trae siempre septiembre?

¿¿¿MÁS SARCASMO???

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Quando a levianidade ganha do bom senso

Quem somos nós, mulheres? Melhor dizendo, quem somos nós, mulheres de verdade que enfrentamos nossos temores, nos arriscamos, damos a cara a tapa e saímos machucadas no final? É a estas mulheres que hoje me dirijo. Não àquelas que se vitimizam, que disfarçam suas intenções com alfinetadinhas, que são DOENTES, desprovidas de coragem, de segurança e claro, de bom senso.
Não faz muito tempo, comecei a reparar como um antigo ditado popular (e olha que eu ODEIO ditados populares) faz sentido em alguns casos. Sabe que ditado é esse? Aí vai: "toda brincadeira tem um fundo de verdade". Algumas pessoas preferem dizer com um sorriso no rosto, na sua cara o quanto te querem longe, o que te desejam e inclusive, podem especificar o "como" com uma brincadeirinha num dia, outra no outro dia, outra no outro dia... Até sua paciência se esgotar e você mandar tudo a merda, ser considerada uma lunática infantil e birrenta condenada a infelicidade e amargura.
Não pretendo me alongar nem contar alguma "causo" da minha vida particular aqui... mas como acredito que as (poucas) leitoras desse blog tenham bom senso e quando tem algum problema conversam como pessoas adultas sobre o que as incomodam na tentativa (nem sempre bem sucedida) de resolver, dialogar e por que não, refletir. Infelizmente, desafortunadamente, desgraçadamente nos deparamos com seres, ou melhor, meio resto de gente desocupadaque insiste em dar aquelas alfinetadinhas que vem do NADA, na hora que menos se espera, com a intenção de desestabilizar (seja o seu raciocínio, seja o seu relacionamento, sua imagem, seu discurso)... é uma ação rápida, furtiva, estalar de dedos que geralmente outras pessoas não se dão conta. O que fazer quando isso acontece? NÃO SEI.No entanto, posso dizer exatamente o que não fazer! SIM! O que não fazer nessas situações, já que os pobrezinhos que gostam de ser esse excremento infeccioso são ótimos em derramar lágrimas de crocodilo para poderem ser consoladinhos... eita vocação para vítima! para atriz! para prostitura! (me perdoem as prostitutas). Algumas dicas:
1. Não contar a ninguém que não seja de sua inteira confiança.
As pessoas de fora. que não te conhecem bem, te acharão totally crazy bruxinha.
2. JAMAIS revidar:
ou você quer ser a louca da história?. Procure uma terapia para organizar suas ideias e descarregar toda sua raiva, todas as palavras e xingamentos que esses filh!@ @#%¨, *&%%#$, ordinários mereciam escutar.
3. Não se intimidar!
Isso reforça esse comportamento e a situação será cada vez mais comum, mais comum, mais comum... É melhor fingir que não entendeu, fingir que não escutou...
4.
Não se preocupar!
As máscaras uma hora caem. De um voto de confiança às pessoas que fazem parte do mesmo círculo que o seu, pois daqui a pouco esse DEMENTE vai implicar com alguma delas também.
AGORA, SE VOCÊ NÃO TEM SANGUE DE BARATA como é o caso dessa gentinha aí... CHUTA O BALDE, RASGA O VERBO E LAVA A ALMA NO GRITOOO! Mas aí, meus caros leitores e leitoras, as consequências podem ser devastadoras. Sinceramente, não sei vale a pena pousar de louca por causa de INFELICIDADE-INVEJA-FALTA-DE-AMOR-PRÓPRIO-DOENÇA-FILHA-DA-PUTAGEM-CARÊNCIA-CRÔNICA-POBREZA-DE-ESPÍRITO-E-DE-SAÚDE-MENTAL alheia. Não se queime, não... RESPIRA E LEMBRA: "Aquele que tem caráter gosta de resolver os problemas, aquele que não tem gosta de criá-los"
Boa sorte, leitores. E se, eventualmente, cruzarem com algum(a) portador dessa psicopatia, pense muito bem antes de ser você mesmo e abrir o jogo. Afinal, isso tudo deve ter começado pelo fato de que gente assim não suporta ver o progresso alheio. E digo mais: Em toda inveja tem um pinguinho de admiração, além disso é uma confissão de inferioridade.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

La belleza genuína robada, culpable, cosida y olvidada

A veces me pregunto… en el tiempo de nuestras abuelas, como dice la viñeta de Maitena, ¿de veras? ¿De veras que las mujeres vivían en el paraíso? Me asusta pensar que sí. Sí, lectoras y lectores, en el tiempo en que las mujeres eran muñecas, no trabajaban, no tenían responsabilidades, andaban por ahí llenas de celulitis, horneando masitas, entre otras cosas que han cambiado mucho desde entonces… ¿serían ellas más felices? ¿Seríamos más felices si viviéramos así?
Últimamente me planteo mucho, ¿cómo es que nosotras, mujeres independientes, modernas, sabedoras de la manipulación presente en los medios de comunicación, conscientes de las mentiras que nos cuentan, seguimos pensando que nuestros cuerpos son feos e inadecuados? ¡Qué lástima! Conocer el problema no nos vuelve inmunes. ¡No! mucho peor… nos da culpa, nos da tristeza no vestir determinado número de pantalón, o no tener el pelo tan brillante, la sonrisa tan blanca, o cualquier otro rasgo de imperfección… sí, imperfección… se trata de eso, se trata encontrar algo que no esté de acuerdo con lo establecido.
Mientras pienso todo eso, el tiempo no para. Los minutos transcurren y cada arruga que se pueda notar en mi facha, me preocupa. “Al carajo con el hambre en el mundo… quiero sacar esta arruga de mi frente”… Cuánta futilidad… Cuánta represión… me avergüenzo. Pero la vergüenza se va en un ratito… basta con que me mire al espejo y vea, totalmente discordante… una arruga, un pelo blanco. ¿Cuál será mi próxima preocupación con relación a mí misma? ¡Cuánto egocentrismo! Sufro. Sin embargo, yo digo: ¡HAY QUE SUPERAR TODO ESO! Y finalmente, cuando lo superamos, dejamos que vengan las arrugas, las pequeñas “curvas extras de seducción” que nos huyen del pantalón… seremos ignoradas… seremos olvidadas.
El mundo pide que nosotras, mujeres, seamos decorativas, sí, como una pieza de decoración para adornar. Un simple adorno dentro de un contexto. Estoy a las vísperas de mi cumple, quizás por eso esté tan pensativa. Es que mucho me molesta es pensar que vos, tu hermana, tu vecina, tu mejor amiga… todas una hora nos volveremos invisibles, dejaremos de ser notadas en algún momento que no está lejos. Seremos invisibles a los ojos masculinos dentro de poco, muy poco. No por cuestiones de ser o casada, soltera, divorciada, pero por cuestiones de patrón de belleza que superamos y elegimos vivir sin tantas preocupaciones y dudas y exigencias en relación a nuestros cuerpos. Otra duda que me planteo, entonces, es la siguiente: ¿Cuándo es que no volvimos rehenes de miradas masculinas? Curiosamente, nos ponemos enojadísimas si con una mirada nos desnudan los hombres reduciéndonos a un mísero trozo de carne en una vitrina de carnicería, pero que no seamos notadas es también una gran ofensa. Sobretodo porque es una elección NUESTRA. Es nuestra elección decidir respirar, andar con la cabeza erguida, la mirada calma y sin duda, darnos cuenta de que somos como el vino, que se mejora con el pasar de los años.
¿Sabes qué? Voy a abrir aquella botella de vino reservada para una ocasión especial, servir el precioso líquido rojo-inconfundible en una bella copa, poner mi música favorita, pues la vida es ahora. Estar aquí es la celebración de todo, de mí misma. Después, una ducha calentita y por supuesto: MIS CREMAS ANTIEDAD. No, no para que me noten las miradas masculinas, sino para seguir pensando que soy tan especial como este vino en mi copa. Para que mi mirada hacia mí sea de admiración y no de represión.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

HOMBRE Y PLÁTANO.... dudas, ventajas y mierdas sobre...

¿Qué raro, no? Antes que algunas personas puedan pensar maldades sobre el título, les quiero aclarar desde ahora que no tiene que ver con el falo. Sí, cuando hablo plátano, no tiene que ver con la pija de uno, incluso, podría ser otra fruta cualquiera, pero, como estamos en Brasil, voy a hablar de una cosa muy común que hacemos por acá: envolver el plátano en hojas de periódico pa’ que esté buena. Sí, de esa manera el plátano se madura. Este viejo truco lo aprendí de mi tía Jandira, quien siempre tenía muchas frutas en su casa. Años más tarde fui a entender el sentido a través de las clases de química. Bueno, lo que pasa es que uno u otro se acuerda de cosas que no hacen ya partes de su vida cuotidiana. Me gustaría tener muchas frutas en mi casa, comprar plátano aunque verde, tener el periódico para envolver los racimos, comer, preparar jugos, tortas, postres… lo que fuera… me gustaría tener una vida más saludable, incluyendo frutas variadas en mi dieta. Desafortunadamente, cuando compro frutas (y siempre me parecen muy caras)las pongo sobre la mesa del comedor, como un adorno, un premio, algo para acordarme “sí, estoy intentando tener una vida saludable… pero, la chica docena del racimo de plátano, muchas veces, lo olvido… lo olvido hasta que se pudran todos los plátanos y entonces el sentimiento de gastar mi plata con algo inútil me viene a la cabeza sin más remedio. Estoy desistiendo de los plátanos… bueno, de los plátanos… ¿Y sobre los HOMBRES? Bueno, insisto con los hombres. Uno de cada vez, ya que no vienen en racimos (jajaja…) Veo un precio caro, un antagonismo entre libertad y estabilidad. Incluir un hombre a mi dieta es muy saludable, o por lo menos debería ser. Al paso que consumir plátano te previne de calambres, un hombre te puede causar escalofríos e incluso sentir calambres… ¡lo que es buenísimo! Sin embargo, hay algo que podemos hacer con el plátano que no nos toca aplicar a los hombres: acelerar su proceso de maturación. ¡OJALÁ PUDIERÁMOS ENVOLVERLOS EN PERIÓDICO! Lo triste es que no.
Sin embargo, mientras el plátano está verde, hay otras sabrosas frutas… brillantes, con un olor dulce y seductor, que nos mata las ganas comer una fruta fresca y tener una vida saludable, que no aumenta el autoestima, que nos deja la piel brillante y los ojos en fuego. O sea, mujeres, no se preocupen si todavía no descubrimos ningún mecanismo de maturación a estos pseudo hombres que casi nos vuelven locas. Podemos elegir otras frutas que comprar y usar en caso de escalofríos. Podemos aun, dejar que nos provoquen calambres y toda gama de emociones que una fruta propia para consumo es capaz de proporcionar a quien sabe apreciar el sabor de lo que está dentro su tiempo. ¡Ah! ¿Y qué hacer con el plátano todavía verde? ¿Esperar? Quizas. O, como merecen, dejarlos pudrir.